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terça-feira, 12 de abril de 2011

Bússola Parada...

Eu já não apontava;
Não mais queria ser guia do mundo.
Tanto tempo mostrando o caminho;
Tanta gente chegando e...
No final, eu!!
Sempre só!!
Guardada num canto qualquer,
Apontando pro Sul...
Ahhhhhhhhhhh o SUL...
O sul do Oeste,
O sul sempre só!!
Por que nunca cheguei??
Por qual motivo apontar??
Num dia era um "bando" de escoteiros;
Num outro era navio ou veleiro...
Depois, eu lá...
Só!!
Fé sem Deus;
Felicidade só...
"Happines is only real when for shared"
(A felicidade só é real quando compartilhada)
Que mudem os ventos;
Que alterem as rotas;
Que as pessoas se guiem...
E que eu me encontre...
SONHO IRREAL!!

sábado, 2 de abril de 2011

Ao som do Jazz

Aconteceu ontem a noite...
Tomei meu banho, me vesti (ou não) para dormir, passei aquele perfume suave e deitei...
Não dormi, na realidade isso nem me passou pela cabeça. Preparei-me pra ti e... você veio!!
Camiseta branca, calor, cheiro, pele...
A gente se olhou muito, admirou a situação, lágrimas vieram...
CALOR!! CHEIRO!! PELE!!
Tua boca, olhos, barba...
Abraço... CALOR, CHEIRO, PELE!!
Beijos, muitos beijos... CALOR, CHEIRO, PELE!!
Você e eu...
Juntos??
Juntos, explodindo!!
“queimando, queimando, queimando como fabulosos fogos de artifício explodindo como constelações em cujo centro fervilhante - pop! - pode-se ver um brilho azul e intenso até que todos 'aaaaaaah!'”
Entrega...
Cigarros...
Poemas...
Contemplação...
Você não acreditou no que acontecia, você não o desejou mais...
E passou...
Eu fiquei...
Fiquei com teu gosto na minha boca, teu cheiro na minha pele, tua música em meus ouvidos...
Teu livro ficou pela metade, tua musa ainda não foi definida...
E o som??
Ahhhhhhhhh... o som da tua gaita me persegue e insiste para que concluamos a nossa canção, que não é frio, não é inverno!!
É CALOR, CHEIRO, PELE!!

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

"Mesmo que todas as estrelas lá de cima estourem e caia uma chuva de pedaços de infinito, eu não desisto de chegar ao céu...
Mesmo que o calor do sol me queime, mas de tal forma que eu me resuma a quase ou nada, eu não desistirei de encontrar o caminho para se chegar até lá..."

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Janela

Vontade de compor qualquer coisa que seja realmente minha...
Que doa e que eu me doe...
Compor algo que me complete e ao mesmo tempo dilacere meu peito a cada palavra escrita e posta...
Vontade de gritar
Gritar tão alto que eu deixe de escutar minha voz,
Gritar até os meus ouvidos se calarem ou perderem seu sentido.
Desejo de correr, correr...
E encontrar o mar...
Vontade de me sentir só.
Vontade ser eu,
Estar comigo...
Me ter, ser meu.
Despir-me das amarras.
E deixar de me querer tanto...
Passar para o outro lado,
Não dá mais para ser expectador do que sou...

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Sobriedade

Eu ainda penso naquele dia...
INCRÍVEL, mas não dá pra esquecer.
Você achou que não fosse e de repente...foi.
Lembra?? Pula, pula!! Não, não dá, medo...
É só brincadeirinha...
Vai!!
E fui...
Me meti lá, sem querer, nem saber e "CABUUUUUUM"!! Era eu lá.
Sozinha, e triste, e sozinha, e sozinha...
E você não foi, e...
E gostei!!
É...
Não dá pra esquecer aquele dia...
O dia em que não mais deixei de existir.
Eu sem mim jamais ei de ser,
Nem de querer, ou sentir, chorar, sorrir...
eu...
Eu...
EU!!
Sim, EU!! Egoísmo, egocentrismo?? MEU!!
Talvez...
Cheiro meu, gosto meu...
Tudo em mim,
Tudo meu!!
Tudo eu!!
Natural, SÓBRIA!!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

"E atravessou a rua com seu passo tímido..."

Virou do avesso e voltou a ser ele...
Saiu pela rua de noite,
Olhou para o céu estrelado, admirou...
Pulou, gritou!!
Não se importava com mais nada...
Cantou para as estrelas e sorriu para alguém...
Não se intimidou com os olhares críticos e curiosos.
Ele estava ali e era ele mesmo!!
O que havia de ser melhor??
Como não percebera antes??
Reconheceu seu corpo, observou seus gestos como há muito não fazia...
Era ele SIM!! E gostou disso.
Fez serenata!!
Cantarolou na janela de tua mãe qualquer coisa clichê...
Lembrou dos amigos, ligou, chorou...
Com um deles se embriagou...
Contou histórias, se achou velho, SORRIU!!
Mais uma vez naquele dia ele SORRIU!!
Comprou flores...
Voltou pra casa...
Beijou as crianças e "viajou" ao observá-las...
Sonhou acordado...
Beijou tua mulher,
Onde estão as flores??
Dormiram abraçados...
.........Escuro.........
...Viagem.........
...O FIM.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Ainda são diamantes

Para ver e ouvir...
Cantando alguma coisa de Sandy & Júnior (sim é tosco, mas não naquele momento), aos quatro anos de idade, enquanto meu irmão pulava de um lado pro outro, meu pai tocava o violão e minha mãe admirava atentamente; eu observava meu próprio ninho e começava a me formar...
Essa é uma das lembranças mais constantes do meu começo de vida...
Meu pai não dava descanso: "Nara, assim não tá bom!!"; "Ró, pára de pular que você vai acabar se machucando!!"; "Gil, canta essa aqui...??!!"
Era bom...
Éramos nós quatro e hoje ainda somos...
Hora do cochilo da tarde, crianças no colo, vinil do Chico (Buarque) na vitrola...
"O que será, que será??
Que vive nas idéias desses amantes,
Que cantam os poetas mais delirantes,
Que juram os profetas embriagados,
Que está na romaria dos multilados,
Que está na fantasia dos infelizes,
Que está no dia a dia das meretrizes,
Nos planos dos bandidos, dos desvalidos,
Em todos os sentidos,
Será, que será??"
Tem coisas que nunca esqueceremos, até mesmo se nos perdermos...
Tenho me sentido desorientada, é tanta coisa e tudo é tão pouco...
Faculdade, trabalho, estabilidade... é isso mesmo o que eu quero??
Meus exemplos foram sempre tão instáveis e vivos; meus cachorros insanos e fiéis; meus ídolos tão distantes de serem comuns...
Em conversa com meu irmão, confessamos ainda conservar os nossos sonhos de infância e... isso doeu. Sonhos que foram cultivados, alimentados e que hoje nos constrange falar a respeito, mas que estão ali, tão ou mais vivos que antes, a espera do momento de deixar o íntimo...
Só que o tempo passa, estamos cada vez mais inseridos num sistema com o qual nunca fomos obrigados a conviver, a não ser por livre e espontânea vontade, e essa vontade eu nunca tive... Por isso me sinto uma decepção para aquela criança de outrora e para minha família.
Qualquer dia desses eu me revolto e coloco o plano "A" em ação (o qual eu jamais deveria ter pulado ou perdido o esboço), corro atrás de borboletas e do pote de ouro no fim do arco-íris, jogo tudo pro alto e vou fazer do jeito que aprendi.
Viro uma inútil pra sociedade e me orgulharei do que me tornar. Vou quebrar a cara ou ter sucesso naquilo que eu escolher, é um risco. Só procuro coragem pra tudo isso, e ela tá bem perto, pois já posso farejar...